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O Papel da União Soviética na Origem da Teologia da Libertação

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Ion Mihai Pacepa servia como Tenente-General da Securitate, o Serviço de Inteligência do regime marxista-leninista de Nicolae Ceaușescu, e, também, como Assessor do Presidente romeno quando, em julho de 1978, desertou para os Estados Unidos. Desde então, Pacepa colaborou com a Agência Central de Inteligência, a CIA, em diversas operações contra os países do bloco soviético, tendo seu trabalho sido descrito como “uma contribuição importante e única para os Estados Unidos”. Em 2013, em parceria com Ronald J. Rychlak, Professor de Direito da Universidade do Mississippi, Pacepa publicou o livro “Desinformação. Antigo Espião Chefe Revela Estratégias Secretas Para Minar a Liberdade, Atacando a Religião, Promovendo o Terrorismo[1]. Mais recentemente, em maio de 2015, em entrevista divulgada pela Agência Católica de Notícias, o antigo espião voltou a reafirmar as teses expostas em seu último livro, tendo declarado: “Nós criamos a Teologia da Libertação”.

Após a URSS ter divulgado, em todo o mundo, a ideia de que o Papa Pio XII tivera apreço em relação ao nazismo[2], em 1959, o então Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Nikita Khrushchev, desenvolveu esforços no sentido de fortalecer a presença de seu país na América Latina. Ao divulgar a versão amigável do catolicismo em relação à doutrina marxista, Pacepa recorda, numa entrevista concedida em 2015: “Eu aprendi os aspectos essenciais do envolvimento do KGB com a Teologia da Libertação com o General soviético Aleksandr Sakharovsky[3], assessor do chefe da razvedka (Inteligência exterior) – e, de facto, meu patrão até 1956 quando ele se tornou o dirigente do serviço soviético de espionagem, o PGU[4]”. Se, na versão oficial, a Teologia da Libertação nasceu na América Latina, na sequência do aggiornamento promovido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965) e, também, da II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, celebrada em Medellín, entre 24 de agosto e 6 de setembro de 1968, que pretendia encarar o Evangelho a partir da opção fundamental pelos pobres, fazendo uso das Ciências Humanas e Sociais como instrumento explicativo da realidade teológico-eclesial, tal não corresponde à verdade, segundo a versão narrada por Ion Pacepa. Cabe sublinhar, neste contexto, que, “em 26 de Outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo patrão, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para aquilo que ficaria conhecido como os ‘seis dias de férias de Khrushchev’”. Contudo, a estadia do líder soviético e de sua comitiva em território romeno não se destinou a atividades de repouso, ou de turismo. O sucessor de Josef Stalin desejava “entrar na História como o líder soviético que exportara o comunismo para a América do Sul e Central. A Romênia era o único país latino do bloco soviético e Khrushchev queria envolver seus ‘líderes latinos’ em sua nova guerra de ‘libertação”.

Segundo Pacepa, a Teologia da Libertação deve o seu nome ao próprio KGB que, nos anos de 1960, “tinha uma propensão pelos movimentos de ‘libertação’. O Exército Nacional de Libertação da Colômbia (FARC), criado pelo KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército Nacional de Libertação da Bolívia, criado pelo KGB com a ajuda de ‘Che’ Guevara; e a Organização para a Libertação da Palestina, criado pelo KBG com a ajuda de Yasser Arafat[5]. Por outro lado, assinala Pacepa, o nascimento da Teologia da Libertação teve lugar no âmbito do Programa de Dezinformatsiya[6], aprovado por Aleksandr Shelepin, responsável máximo do KGB, e Aleksey Kirichenko, membro do Politburo que, à época, coordenava as políticas internacionais do PCUS. Os objetivos do Programa consistiam em “assumir o controle secreto do Conselho Mundial das Igrejas (WCC), baseado em Genebra, Suíça, usando-o como cobertura para converter a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária sul-americana”. Na altura, “o WCC era a maior organização internacional ecumênica depois do Vaticano, representando 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países” dos cinco continentes. Por outro lado, salienta Pacepa, “a nova Conferência Cristã pela Paz foi dirigida pelo KGB e estava subordinada ao respeitável Conselho Mundial da Paz, outra criação do KGB, fundado em 1949, com seu quartel-general  também em Praga”. Ao especificar seu conhecimento acerca da tessitura das diferentes organizações da “sociedade civil” pró-soviética, o ex-General romeno asseverou: “Durante meus anos na liderança da comunidade de Inteligência do bloco soviético, eu dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Ele era estritamente KGB. A maioria dos empregados do CMP eram oficiais de Inteligência soviéticos acobertados. Suas duas publicações em francês, Nouvelles Perspectives e Courier de la Paix, estavam também dirigidas pelos membros infiltrados do KGB – e da romena DIE”.

Um dos criadores da Teologia da Libertação, o sacerdote dominicano Gustavo Gutiérrez negou, há algum tempo, a origem marxista daquela corrente teológica, tendo afirmado que, entre aqueles que enveredaram pela adaptação das teorias de Karl Marx e seus seguidores à realidade política e social da América Latina, “muitos deles eram gente muito generosa, o que não significa que eles tivessem razão”. No entanto, em sua obra mais conhecida, Teologia da Libertação. Perspectivas, originalmente publicada em 1971 – uma deriva de Os Pobres, Jesus e a Igreja[7] –, lemos que, se a missão da teologia consiste em “descobrir o significado dos acontecimentos históricos, é para fazer com que o compromisso libertador dos cristãos neles seja mais radical e mais lúcido. Somente o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo aquele que, tomando uma expressão de A. Gramsci, pode se chamar um novo tipo de ‘intelectual orgânico’[8]. Deste modo, prossegue Gutiérrez, o teólogo tem que ser, sempre, “alguém, desta vez comprometido pessoal e vitalmente com os fatos históricos, datados e situados, através dos quais países, classes sociais, homens pugnam por se libertar da dominação e opressão a que têm submetidos outros países, classes e homens. Em última instância, com efeito, a verdadeira interpretação do sentido desvelado pela teologia se dá na práxis histórica[9]. Em 28 de janeiro de 1979, durante sua visita ao México, intervindo na Sessão Solene de Abertura da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Puebla de los Ángeles, São João Paulo II foi claro quanto à incompatibilidade existente entre o Cristo revelado e sua redução à dimensão histórico-social: a “concepção de Cristo como político, revolucionário, ou como o subversivo de Nazaré, não se compagina com a catequese da Igreja. Confundindo o insidioso pretexto dos acusadores de Jesus com a atitude do próprio Jesus – coisas bem diferentes – aduz-se como causa da sua morte o desenlace de um conflito político e cala-se a vontade de entrega do Senhor e ainda a consciência da sua missão redentora. Os Evangelhos mostram claramente que para Jesus era uma tentação aquilo que porventura alterasse a sua missão de Servo de Yahvé”. Por outro lado, o Pontífice polonês sublinhou, igualmente, que Cristo “não aceita a posição daqueles que misturavam as coisas de Deus com atitudes meramente políticas; rechaça inequivocamente o recurso à violência; e patenteia a todos a sua mensagem de conversão, sem excluir os próprios Publicanos”. Mais recentemente, em 1984, o então Cardeal Dom Joseph Ratzinger, à época Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicou o documento intitulado Instrução sobre Alguns Aspectos da ‘Teologia da Libertação. A Instrução é, sobretudo, uma advertência séria à promiscuidade ideológica existente, no Novo Mundo, entre alguns sacerdotes, os  movimentos sociais católicos e o marxismo-leninismo. De acordo com Ratzinger, a Teologia da Libertação que, em ruptura com as declarações de João Paulo II proferidas na III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano[10], desconsidera a juventude para se centrar unicamente nos pobres, não é senão “uma interpretação inovadora do conteúdo da fé e da existência cristã, interpretação que se afasta gravemente da fé da Igreja, mais ainda, constitui uma negação prática dessa fé”. Se, para a Teologia da Libertação, a Doutrina Social da Igreja[11] é desdenhosamente rejeitada, para aquele que seria o futuro Papa Bento XVI, a Teoria Materialista da História, da autoria de Karl Marx, aplicada à fé católica, é um processo de intenções concebido por teólogos que partem do princípio “de que o ponto de vista da classe oprimida e revolucionária, […] constitui o único ponto de vista da verdade. Os critérios teológicos da verdade, veem-se, deste modo, relativizados e subordinados aos imperativos da luta de classes. Nesta perspectiva substitui-se a ortodoxia como regra correta da fé pela ideia da ortopráxis, como critério de verdade”. Deste modo, advertiu o Cardeal Ratzinger a partir das consequências da Teologia da Libertação para os fins últimos do catolicismo, “é preciso não confundir a orientação prática, própria à teologia tradicional, do mesmo modo e pelo mesmo título que lhe é própria também a orientação especulativa, com um primado privilegiado, conferido a um determinado tipo de praxis. Na realidade esta última é a praxis revolucionária que se tornaria assim critério supremo da verdade teológica. Uma metodologia teológica sadia toma em consideração, sem dúvida, a praxis da Igreja e nela encontra um de seus fundamentos, mas isto porque essa praxis é decorrência da fé e constitui uma expressão vivenciada dessa fé”.

Ion Mihai Pacepa foi o militar pró-soviético de mais elevada patente a desertar para o Ocidente. Desde então, suas obras e suas denúncias foram alvo de campanhas persistentes de dezinformatsiya. Suas declarações acerca das origens da Teologia da Libertação não têm sido exceção, no Brasil e no estrangeiro. Há alguns meses atrás, inquirido acerca da veracidade das declarações de Ion Pacepa a respeito desta tendência contemporânea da Igreja Católica, o Padre Gustavo Gutiérrez “simplesmente apontou o dedo para a sua cabeça e o girou, indicando o quanto considera malucos tais dizeres. ‘Isso não merece dois minutos de atenção’, disse ele”. Contudo, a suspeita ante a eventual promiscuidade entre a religião, a política e os serviços de Inteligência permanece no ar, lançando dúvidas sobre o comportamento prático e a obra teórica de sacerdotes que construíram suas reputações com base no combate à alienação e à exploração de milhões de oprimidos da América Latina. Ou seja, tal como escreveu Alejandro Bermúdez, em artigo publicado pela Agência Católica de Notícias, “se o bloco soviético não foi a mãe da Teologia da Libertação, ele foi certamente uma madrasta sinistra, que alistou os católicos numa causa geopolítica, convidando-os a vender suas almas para financiamento e apoio”.

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ImagemA Teologia da Libertação defende, desde sua origem, um Cristo históricosocial, imerso na realidade das lutas políticas e econômicas da América Latina” (Fonte):

http://www.portalfidei.com.br/v1/images/Noticias/2015/05/Teologia-da-Libertao.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

ION MIHAI PACEPA & RONALD J. RYCHLAK, Disinformation. Former Spy Chief Reveals Secret Strategies for Undermining Freedom, Attaking Religion, and Promoting Terrorism, Washington, DC, WND Books, 2013, (VIII) 428 págs.

[2] Em entrevista concedida a Ryan Mauro, Ronald J. Rychlak declarou: “Os soviéticos compreenderam que Pio XII era uma ameaça mortal para a sua ideologia, ao desprezar o comunismo, tal como ele fizera com o nazismo. Assim, eles embarcaram numa cruzada para destruir o Papa e sua reputação, para escandalizar o seu rebanho e fomentar a divisão entre as religiões”.

Ver:

Cf. ION MIHAI PACEPA, “Moscow’s Assault on the Vatican”, National Review, Nova Iorque, 25 de janeiro de 2007 [Disponível online:http://www.nationalreview.com/article/219739/moscows-assault-vatican-ion-mihai-pacepa]; ION MIHAI PACEPA & RONALD J. RYCHLAK,Disinformation. Former Spy Chief Reveals Secret Strategies for Undermining Freedom, Attaking Religion, and Promoting Terrorism, op. cit., págs. 59-203.

[3] Aleksandr Mikhailovich Sakharovsky (Kostroma Oblast, Império Russo, 3 de setembro de 1909 – Moscou, URSS, 12 de novembro de 1983) foi um Coronel-General soviético que dirigiu a Primeira Direção Principal entre 1955 e 1970. Ele também era conhecido pelo nome operacional Aleksandr Sakharov.

Sakharovsky supervisionou a Inteligência soviética nos momentos-chave da Guerra Fria: o levante húngaro, em 1956, a expansão, e consolidação, do marxismo-leninismo em Cuba, entre 1958 e 1961, a crise de Berlim, entre 1958 e 1961, que esteve na origem do Muro de Berlim, a crise dos mísseis, em Cuba, em 1962, e a invasão da Checoslováquia, em 1968.

ION MIHAI PACEPA & RONALD J. RYCHLAK, Disinformation. Former Spy Chief Reveals Secret Strategies for Undermining Freedom, Attaking Religion, and Promoting Terrorism, op. cit., págs. 115 e 325.

[4] Na URSS, em 1947, o Comitê de Informação (KI) foi criado como órgão responsável pela política externa e as informações militares, junto do Conselho de Ministros. Tendo passado para a alçada do Ministério das Relações Exteriores, em 1949, ele foi integrado no Ministério da Segurança do Estado (MGB), em janeiro de 1952, como Primeira Direção Principal (PGU) – ou Primeira Diretoria Principal.

Em 7 de março de 1953, o Ministério da Segurança de Estado (MGB) foi fundido com o Ministério dos Assuntos Internos, adoptando a designação deste último (MVD). No dia  13 de março de 1954, foi criado, junto do Conselho de Ministros da URSS, o Comitê de Segurança do Estado (KGB), que seria extinto em 22 de outubro de 1991. No âmbito das suas atribuições e competências incluíam-se, entre outros, os órgãos de Segurança do Estado, as tropas fronteiriças, os órgãos de Contra-inteligência, estabelecimentos de ensino e de investigação científica. Ver:

https://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/o/orgaos_seguranca.htm

[5] Num artigo publicado em 2009, Ion Pacepa adiantara: “Khrushchev chamou à nova religião inventada pelo KGB Teologia da Libertação. Sua propensão para a ‘libertação’ foi herdada pelo KGB que, mais tarde, criou a Organização para a Libertação da Palestina, o Exército Nacional para a Libertação da Colômbia e o Exército Nacional para a Libertação da Bolívia. A Romênia era um país latino e Khrushchev queria nossa ‘visão latina’ acerca de sua nova guerra religiosa de ‘libertação’. Ele também queria que nós enviássemos alguns Padres que foram cooptados, ou oficiais de cobertura profunda, para a América Latina, para ver como ‘nós’ poderíamos tornar sua nova Teologia de Libertação palatável nessa parte do mundo.”, ION MIHAI PACEPA, “The Kremlin’s Religious Crusade”, FrontPageMagazine.com, 30 de junho de 2009.

Disponível online:

http://archive.frontpagemag.com/readArticle.aspx?ARTID=35388

[6] John Barron, jornalista e escritor norte-americano, autor de vários livros sobre as peculiaridades da espionagem na ex-União Soviética, anotou em 1974: “Os russos definem desinformação como ‘a disseminação da informação falsa e provocante’. Tal como é praticada pelo KGB, a desinformação é muito mais complexa do que a definição faz supor. Ela implica a distribuição de documentos forjados ou fabricados, cartas e fotografias: a propagação de rumores enganosos ou maliciosos e a Inteligência errônea por agentes; o engano dos turistas na União Soviética e os atos físicos cometidos para terem efeito psicológico. Estas técnicas são usadas de modo variável para influenciar as políticas de governos estrangeiros, perturbar as relações entre outras nações, minar a confiança das populações estrangeiras nos seus líderes e instituições, desacreditar os indivíduos e grupos que se opõem às políticas soviéticas, enganar os estrangeiros acerca das intenções soviéticas e as condições na União Soviética e, às vezes, simplesmente para obscurecer as depredações e erros do próprio KGB.

As operações de desinformação diferem da propaganda convencional na medida em que suas verdadeiras origens são escondidas e, geralmente, elas envolvem alguma forma de ação clandestina. Por esta razão, as autoridades soviéticas sempre incumbiram o seu aparelho clandestino da responsabilidade pela desinformação”.

Ver:

JOHN BARRON, “Dezinformatsiya”, KGB, Londres, Hodder & Stoughton, 1974, in The Penguin Book of Lies, págs. 420-423.

Disponível online:

http://www.polskawalczaca.com/library/hereticpress_Dezinformatsiya%20%20The%20KGB’s%20Disinformation%20Activities.pdf

Por outro lado, o estudo da aplicação da dezinformatsiya na Rússia atual pode ser analisado em: VERA ZAKEM, PAUL SAUNDERS & DANIEL ANTOUN, Mobilizing Compatriots: Russias Strategy, Tactics, and Influence in the Former Soviet Union, Arlington, VA, CNA – Analysis & Solutions, novembro de 2015, págs. ii, 40 e 41.

Disponível online:

https://www.cna.org/CNA_files/PDF/DOP-2015-U-011689-1Rev.pdf

[7] Ver:

PAUL GAUTHIER, Les Pauvres, Jésus et lÉglise, Paris, Éditions Universitaires, 1962, 141 págs.

[8] Ver:

GUSTAVO GUTIÉRREZ, Teología de la Liberación. Perspectivas, 7.ª ed., Salamanca, Ediciones Sígueme, 1975, pág. 37 [tradução de nossa responsabilidade].

[9] Ver:

Id., ib., pág. 38 [tradução de nossa responsabilidade].

[10] Quando um Pastor da Igreja, portanto, anuncia com clareza e sem ambiguidades a Verdade sobre o homem, revelada por Aquele mesmo que sabia o que havia no homem, deve animá-lo a segurança de estar a prestar o melhor serviço ao ser humano.

Esta verdade sobre o ser humano constitui o fundamento da doutrina social da Igreja, como também é a base da verdadeira libertação. À luz desta verdade, o homem não é um ser submetido aos processos económicos ou políticos, mas são estes processos que estão ordenados para o homem e a ele submetidos”.

[11] Ver:

PAPA LEÃO XIII, Carta Encíclica Rerum Novarum, 15 de maio de 1891.

Disponível online:

http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html

 

About J. M. de Barros Dias - Colaborador Voluntário Sênior

É Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto (Portugal) e Doutor em Filosofia pela Universidade de Évora (Portugal). Professor Associado da Universidade de Évora, reside em Curitiba desde início de 2012, onde é Professor na Faculdade São Braz e na Faculdade Inspirar. É autor de doze livros e mais de cem artigos científicos nas áreas da Ética, Filosofia da Educação e Filosofia Social e Política.

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  • Dalmo

    Texto bem escrito, mas me pareceu um tanto tendencioso…

    Sobre a falsa polêmica acerca da TL recomendo o insuspeito texto do Pe Joaozinho no sobre a carta de JPII à CNBB em 1986 DEFENDENDO a Teologia da Libertação:
    http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/02

    (note-se que o site é da Renovação Carismática!)

    E abaixo, o documento oficial citado no site do Vaticano: a carta de São João Paulo II aos bispos do Brasil sobre o tema:
    http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/lett

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