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O envelhecimento nos BRICS: políticas públicas para a população

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Embora não restem dúvidas sobre o poder socioeconômico dos países que compõem o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), representando aproximadamente 22% do Produto Interno Bruto (PIB) global e 42% da população mundial em 2016, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) organizou a primeira Reunião dos BRICS sobre Envelhecimento e os desafios sociais associados a ele. Combinados, os idosos do grupo poderão somar 630 milhões em 2030 e 940 milhões em 2050, aproximadamente 45% do total mundial.

Gapminder – Gráfico construído na plataforma Gapminder. Expectativa de vida ao longo dos anos nos países do grupo BRICS

O aumento da população idosa nos países decorre tanto da melhoria das condições de vida, em termos econômicos, como, também, em virtude das altas taxas de fecundidade nesses países nas gerações anteriores. Dessa forma, a média de 3-4 filhos por família nas décadas de 1960 e 1970 gerou uma transição demográficas nos Estados emergentes e foi maximizada pelo aumento da expectativa de vida. Por exemplo, no Brasil, a expectativa de vida subiu de 65 anos em 1960 para 73 em 2015, enquanto na Índia esse salto foi de pouco mais de 40 anos para 65, no mesmo período.

Atualmente, uma em cada nove pessoas no globo tem 60 anos ou mais, contudo, essa proporção será de uma em cada cinco em 2050. Isto significa que os cinco países precisam pensar seriamente em políticas públicas para idosos e para os jovens que sustentarão as suas economias.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Líderes do BRICS” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:BRICS_countries#/media/File:Brics_Leaders_2016.jpg

Imagem 2Gapminder Gráfico construído na plataforma Gapminder. Expectativa de vida ao longo dos anos nos países do grupo BRICS” (Fonte):

https://www.gapminder.org/tools/#_state_entities_show_geo_$in@=rus&=chn&=bra&=ind&=zaf;;;;&marker_axis/_y_which=life/_expectancy/_years&scaleType=linear;;;&chart-type=linechart&locale_id=en                                                                                  

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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