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Baixo crescimento de Moçambique é destaque em relatório da Nações Unidas

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A Organização das Nações Unidas lançou no dia 11 de dezembro (2017) o Relatório sobre a Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2018 (WESP, sigla em inglês). Produzido anualmente, o Relatório é elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (ECOSOC) e pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O Documento tem como objetivo apresentar as tendências econômicas globais, bem como as perspectivas futuras.

Mapa de Localização de Moçambique

Apesar de apresentar um período estabilidade para os anos de 2018 e 2019 no âmbito mundial, o WESP evidenciou que alguns Estados do continente africano apresentarão baixo crescimento. Tal padrão corresponde ao cenário perene de extrema pobreza, desigualdade de renda e oportunidades, entre outros fatores.

Sob essa perspectiva, Moçambique apresentará o crescimento abaixo de 4% até 2020. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano, no qual registrou-se em 4,1% no ano de 2017, será de 3,8% em 2018, e 3,9% em 2019. Cabe destacar que será o menor crescimento entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

As razões citadas para esta tendência são a falta no cumprimento dos acordos financeiros, o crescimento da dívida pública, as tensões políticas envolvendo a transparência das contas públicas, motivos que implicarão na retração de Investimentos Externos nos próximos anos.

Bandeira de Moçambiqu

O Relatório ainda aponta sobre os fatores externos que influenciarão tal panorama, dos quais destacam-se: o aumento nas taxas de juros sobre a dívida pública; a elevação dos preços das matérias-primas; a diminuição nas exportações; e o decréscimo nas classificações financeira de risco.

Paralelamente a divulgação do WESP, o Parlamento moçambicano aprovou a proposta do Orçamento do Estado para 2018, o qual iniciará com déficit orçamentário de 77 milhões de meticais (moeda moçambicana), correspondente a um milhão de euros. A meta é supri-lo por meio dos créditos interno (equivalente a 2,3% do PIB) e externo, e donativos externos. Para tanto, pretende-se recorrer à iniciativa da retomada de parceiras internacionais e das relações de cooperação.

Entretanto, pode-se observar que a expectativa moçambicana de atração do financiamento externo será desafiadora. Conforme a perspectiva analisada pelo WESP, o desenvolvimento das metas dependerá do estrito cumprimento das determinações dos doadores e da transparência das receitas estatais.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Logo do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (ECOSOC) (Fonte):

http://uc3mun.anudi.org/wp-content/uploads/2015/12/ecosoc.jpg

Imagem 2 Mapa de Localização de Moçambique (Fonte):

http://www.unilab.edu.br/wp-content/uploads/2012/06/mapa_mocambique.gif

Imagem 3 Bandeira de Moçambique (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d0/Flag_of_Mozambique.svg/1200px-Flag_of_Mozambique.svg.png

Lauriane Aguirre - Colaboradora Voluntária

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.

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