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Aumentam as tensões nas relações entre EUA e Rússia

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Na penúltima semana, foi noticiada a intervenção dos Estados Unidos (EUA) na Síria, após o Governo de Donald Trump ter interpretado o ataque químico naquele território, no dia 4 de abril (2017), como sendo responsabilidade de Bashar al-Assad, Presidente sírio. Contudo, além das fortes tensões entre esses dois países, os EUA ainda criaram um mal-estar nas relações com a Rússia, devido ao fato de este país ser um forte aliado do Governo Assad.

Durante uma coletiva apresentada no canal de notícias russo Mir 24, na quarta-feira passada, 12 de abril, o presidente Vladimir Putin afirmou que as relações com os EUA após a posse do presidente Trump pioraram em vários setores. Declarou: “Pode-se dizer que o grau de confiança em nossas relações, especialmente na área militar, não melhorou, mas, pelo contrário, deteriorou-se”.

No mesmo dia da coletiva, Putin reuniu-se com o Secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, no Palácio do Kremlin, residência oficial dos presidentes russos, para tentar um apaziguamento nas relações entre ambos os países. Durante a longa conversa com duração de cerca de três horas entre os representantes de Estado, o resultado não mostrou alteração. A Rússia reforçou o apoio ao governo de Bashar al-Assad e Tillerson, apesar de apoderar-se de um tom mais brando, reiterou que o Presidente sírio deveria ser retirado do poder.

No dia seguinte a reunião, dia 13, o Porta-Voz do Kremillin, Dmitry Peskov, foi questionado sobre a reunião e se esta teve qualquer mudança positiva entre os países, ao que foi respondido: “Muito cedo ainda para afirmar”. No entanto, deixou claro que a reunião serviu para mostrar a necessidade de manter o diálogo em busca de possíveis soluções.

A posição de Trump quanto a reunião foi divulgada por meio de sua conta pessoal no Twitter, na qual disse que as relações entre ambos os países será resolvida e terá como resultado “uma paz duradoura”, adotando um tom conciliador em meio a uma crise que foi agravada no início deste mês, na noite de 6 de abril, quando os EUA realizaram o ataque com misseis Tomahawk contra a Base Aérea do Exército sírio, em resposta ao ataque do Governo que resultou na morte de 92 pessoas, entre elas 20 crianças.

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Imagem 1 Tillerson, em 2012, com o presidente russo Wladimir Putin” (Fonte):

https://de.wikipedia.org/wiki/Rex_Tillerson#/media/File:2012-04-16_%D0%92%D0%BB%D0%B0%D0%B4%D0%B8%D0%BC%D0%B8%D1%80_%D0%9F%D1%83%D1%82%D0%B8%D0%BD,_%D0%A0%D0%B5%D0%BA%D1%81_%D0%A2%D0%B8%D0%BB%D0%BB%D0%B5%D1%80%D1%81%D0%BE%D0%BD_(1).jpeg

Imagem 2 Um míssil Tomahawk sendo disparado pelo navio USS Arleigh Burke contra alvos do Estado Islâmico na Síria, em 2014” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Interven%C3%A7%C3%A3o_militar_na_S%C3%ADria#/media/File:Tomahawk_launch_from_USS_Arleigh_Burke_(DDG-51)_in_September_2014.JPG

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About Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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