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[:pt]A questão da saída dos EUA do Acordo de Paris[:]

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Barack Obama, ao fim do mandato, fez uma corrida para garantir a afirmação do seu legado no Governo dos Estados Unidos (EUA), agindo intensamente para a conclusão de assuntos inacabados que são considerados de elevada importância para a Sociedade Internacional. Um desses assuntos diz respeito ao Acordo para o combate às mudanças climáticas, ratificado na Conferência de Paris, ao final de 2015.

A rapidez para implementação do Acordo por parte de Obama se deu por que Donald Trump, atual Presidente norte-americano, mostrou-se contra este Tratado, afirmando que o assunto sobre o aquecimento global “era uma farsa”. Para demonstrar que suas intenções em retirar os EUA do Acordo de Paris são reais, três meses antes da posse ele desativou a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) e deu a Myron Ebell a direção do grupo, sendo este conhecido como um dos principais céticos dos EUA acerca das questões que envolvem o aquecimento global.

Ainda que oficialmente os EUA não tenham confirmado sua retirada Acordo, alguns passos nessa direção começaram a ocorrer na última terça-feira, dia 28 de março, quando Trump assinou uma Ordem Executiva que implementa a independência energética e, consequentemente, cria novos empregos na área de exploração de carvão. Declarou em discurso: “Vocês sabem o que é isso, amigos [mineiros]? Vocês voltarão ao trabalho”. Conforme o plano de Barack Obama, para o combate à emissão de gases de efeito estufa houve o compromisso de sua redução em até 28%, até o ano de 2025, proibindo, entre outras coisas, a exploração mineral em áreas públicas. Nesse sentido, a ação do atual Presidente confronta Obama diretamente e freia os passos do ex-Presidente, contudo, apesar da Ordem Executiva de Trump ter sido confirmada, ela não tem força de lei para a retirar os EUA do Acordo de Paris, mas comprova que o atual Presidente mantém a postura contrária ao Tratado, além de deixar pistas de que as metas podem não ser alcançadas.

Esta recente posição norte-americana despertou nas Nações, em especial na China, o interesse em pedir para que Trump cumpra os compromissos ratificados pela administração anterior. O pedido foi feito na última quarta-feira, dia 29 de março, por meio do Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, o qual mencionou que “Ainda acreditamos que todas as partes devem cumprir seus compromissos e implementar o acordo”. As ações da semana passada colocam os países em condição de espera, aguardando os próximos passos dos EUA em relação ao Acordo de Paris.

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Imagem 1 Chefes de delegações na COP21, em Paris” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Paris_(2015)#/media/File:COP21_participants_-_30_Nov_2015_(23430273715).jpg

Imagem 2 Donald Trump discursando na cidade de Phoenix, Arizona” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_(28757570694).jpg

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About Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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