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A Oposição, no Vaticano, ao Pontificado de Francisco

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O Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito Papa, pelo Conclave dos Cardeais, em 13 de março de 2013, na sequência da abdicação de Bento XVI, em 28 de fevereiro daquele ano. O 266.º Pontífice, logo no início de seu magistério, foi inequívoco quanto aos novos rumos que pretendia imprimir à Igreja Católica. Ao celebrar missa na Capela Sistina, no dia 14 de março, ante os 114 Padres Cardeais que o elegeram na véspera, Francisco recomendou aos sacerdotes a adoção do foco no Evangelho. Se tal não acontecer, assinalou o Papa, “se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência”.

A eleição de Francisco ocorreu numa altura de enorme turbulência na Igreja. As disputas internas, os abusos sexuais e os escândalos financeiros atravessaram os Pontificados de Santo João Paulo II e do Papa Emérito Bento XVI. Provavelmente, aquilo que a História registra como VatiLeaks[1], teve por base a revelação, por Paolo Gabriele, o mordomo pessoal do Papa, de documentos secretos que envolviam corrupção, nepotismo e chantagem a membros da Igreja com conduta homossexual, que estiveram na origem da renúncia de Bento XVI. Publicamente, aquele Papa alegou: “Minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. Na homilia proferida por Francisco no dia 28 de março de 2013, na Basílica Vaticana, o Papa assinalou, ao clero católico, a necessidade de ele ousar participar na vida das comunidades em que serve. Disse ele que, se os consagrados não colocarem “em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades”. O desafio à ação, proposto pelo Sumo Pontífice ao clero foi, naquela ocasião, designado como sendo o desejo do cheiro das ovelhas. O Papa defendeu que os padres passassem a ser “pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes”. As primeiras afirmações de Francisco, em seu Ministério Petrino, revelariam a opção estruturante pela Igreja dos pobres, pelos três T – terra, teto, trabalho – e por um modelo de ecologia radical, contra o capitalismo sem rosto e sem pátria – a economia do descartável –, alimentado pelo paradigma da acumulação flexível, que decorre do processo de globalização. Tudo isto está trazendo, ao atual Pontífice, fortes dissabores, alimentados desde a cúpula da própria Igreja Católica. De acordo com o jornalista Pablo Ordaz, desde que foi eleito Papa, o “sucesso pastoral e diplomático de Francisco contrasta com as resistências no Vaticano”. Com efeito, a “mania do Papa pelos pobres do mundo” diverge, em boa medida, da mentalidade dominante no Vaticano, para a qual a aposta de Francisco pela periferia afronta os interesses de há muito tempo instalados.

Em 2 de novembro passado, Monsenhor Lucio Ángel Vallejo Balda, um sacerdote e jurista espanhol especialista em assuntos econômicos, que servia como Secretário da Pontifícia Comissão referente ao estudo e guia sobre a organização da Estrutura Econômico-administrativa da Santa Sé (COSEA)[2] –, foi preso pela Polícia do Vaticano; juntamente com Vallejo Balda foi detida Francesca Immacolata Chaouqui, uma leiga italiana especialista em redes sociais e de comunicação. Sobre eles impendem acusações graves, relacionadas com o roubo e divulgação de documentos confidenciais relativos à reforma econômica da Santa Sé. Três dias mais tarde, em 5 de novembro dois livros então publicados deram conta do enfrentamento que, sotto voce, decorre no Vaticano, no âmbito da luta pelo poder: Via Crucis, da autoria do jornalista Gianluigi Nuzzi[3], e Avarizia, do também jornalista Emiliano Fittipaldi[4]. O escândalo, entretanto gerado[5], conhecido como “VatiLeaks II, ou VatiLeaks 2015”, gerou profundas repercussões internacionais. A Sala de Imprensa do Vaticano, dias antes da publicação das obras de Nuzzi e Fittipaldi, sublinhou que “é necessário dizer claramente que, também nesta ocasião, como no passado, [aqueles livros] são fruto de uma traição grave à confiança do Papa e, no que se refere aos autores, uma operação para tirar proveito de um ato gravemente ilícito de entrega ilegal de documentação reservada”. Por outro lado, como a Sala de Imprensa referiu, a publicação de, tanto Via Crucis, quanto Avarizia, configuram “uma operação cujas implicações jurídicas, e possivelmente penais, que estão a ser objeto de estudo pelo Gabinete do Promotor, tendo em vista eventuais procedimentos adicionais, nos quais se recorrerá, se for necessário, à cooperação internacional”. De referir, ainda, que, para o Vaticano, “as publicações deste tipo não contribuem de nenhuma maneira para a clareza e a verdade, mas, mais propriamente, a gerar confusão e interpretações parciais e tendenciosas. É preciso evitar absolutamente o erro de pensar que [elas] sejam uma maneira de sustentar a missão do Papa”.

Em 2014, o Cardeal Dom Tarcisio Bertone adquiriu, segundo notícias divulgadas pela mídia internacional, um luxuoso apartamento de 7002, no Palácio San Carlo, situado nas proximidades da residência do Papa Francisco, a Casa de Santa Marta. Bertone, hoje com 81 anos foi, até recentemente, Secretário de Estado do Vaticano (2006 – 2013) e, simultaneamente, Camerlengo da Santa Igreja Católica (2007 –2014). De acordo com informações, a compra do imóvel, por 2 milhões de Euros – cerca de R$ 10 milhões –, “enfureceu o Papa Francisco”. Já em 2015, Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, em seus livros, acusaram Bertone de ter gasto 300.000 Euros nas obras de renovação do apartamento. Deste montante, 200.000 Euros teriam sido desviados do Hospital Pediátrico “Bambino Gesú”. O Cardeal negou as acusações. Em entrevista concedida ao jornal italiano Corriere dela Sera, em 5 de novembro, Bertone declarou que a situação em que ele se encontra envolvido “é uma vergonha, eu não sei como me defender, defender-se da calúnia é quase impossível. As vítimas são impotentes”. Por outro lado, frisou o prelado, se referindo às características do apartamento envolvido em polêmica que, originalmente, eles “eram dois apartamentos em ruína e abandonados durante anos. O Governatorato [organismo que exerce o poder executivo na Cidade do Estado do Vaticano, em lugar do Papa]me comunicou uma despesa de 300 mil Euros: eu paguei com minhas poupanças por um apartamento que não é meu e que permanecerá no Governatorato”. Dando por encerrado o escândalo relacionado com o presumível financiamento da reforma de sua residência com verbas do “Bambino Gesú”, Tarcisio Bertone anunciou, em meados de dezembro, um donativo de 150.000 Euros à instituição. O montante em causa, referiu o Cardeal, não se trata de um ressarcimento mas, sim, de uma beneficência: “Eu estou comprometido a fazer uma doação voluntária, com o meu dinheiro, para apoiar um projeto de pesquisa sobre doenças raras.[É] um pagamento para um hospital de caridade que é vítima de uma operação ilícita executada por outros sem o meu consentimento”.

O descontrole no Vaticano, sob o ponto de vista das finanças mas, igualmente, da gestão corrente, não se restringe à elite governante deste Estado. As free shops – lojas livres de impostos – e o posto de abastecimento do Vaticano, aos quais deveriam aceder os empregados do micro-Estado, mas de quem se beneficia meia Roma, partilham o cotidiano com aquilo que o jornal espanhol El País designa como sendo a fábrica de santos: o por nós já referido Emiliano Fittipaldi, citado pelo periódico madrileno, dá conta de que “há alguns casos, em que os parentes dos aspirantes a beatos ou santos podem pagar até 400.000 Euros aos postuladores”. Relativamente às dúvidas que, de há muito tempo recaem sobre o Instituto para as Obras da Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano[6], o autor de Avarizia declarou que subsiste uma grande quantidade de contas suspeitas naquela entidade bancária: “O IOR ainda não proporcionou ao Banco de Itália a lista de pessoas que protagonizaram o branqueio ou a fuga de capitais, apesar daquilo que chegaram a prometer”.

Em 15 de maio de 2013, nas Meditações Matutinas na Santa Missa Celebrada na Capela da Domus Sanctæ Marthæ[7], o Papa Francisco criticou os cristãos de salão, educados’, ‘tíbios’, para os quais está sempre ‘tudo bem’, mas que dentro não têm o fervor apostólico”. Entrementes, criticando o conservadorismo acomodado de boa parte do clero atual, Francisco reprovou sem meias palavras os “Bispos e sacerdotes que se deixam vencer pela tentação do dinheiro e pela vaidade do carreirismo, pastores que se transformam em lobos ‘que devoram a carne das suas ovelhas’”. Esse tipo de sacerdote, os “lobos” do Vaticano, referiu o Papa, “se apodera da carne da ovelha para a comer, aproveita-se; negocia e é apegado ao dinheiro; torna-se avaro e muitas vezes até simoníaco. Ou aproveita da sua lã para a vaidade, para se vangloriar”. Recentemente, em 28 de outubro, Dom Luigi Negri, Arcebispo de Ferrara-Comacchio, em Itália, durante uma viagem de trem, deu voz pública àquilo que os “lobos” sentem. Segundo o jornal Il Fatto Quotidiano, o Arcebispo declarou: “Esperemos que, com Francisco, a Virgem faça o mesmo milagre que fez com o outro”, disse, se referindo ao ocorrido com o Papa João Paulo I, que foi encontrado morto às primeiras horas do dia 29 de setembro de 1978. Além de desejar a morte do Papa, Negri criticou as últimas nomeações episcopais realizadas pelo Papa em Itália: “Depois das nomeações de Bolonha [Dom Matteo Maria Zuppi] e Palermo [Dom Corrado Lorefice] – deixou escapar – eu também posso ser Papa. É um escândalo, estou sem palavras. Eu nunca vi nada parecido com isto”. Instado a comentar, ou a desmentir suas declarações, Dom Luigi Negri se negou a fazê-lo.

Durante a visita que efetuou ao Chile, Dom Gerhard Ludwig Müller, Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé, rejeitou a veracidade do conjunto de acusações que atinge o Vaticano e, de igual modo, a plausibilidade de existência de um conjunto de Cardeais opositores ao Papa[8], fato que teria ocorrido durante o recente Sínodo para a Família. Em entrevista concedida ao jornalEl Mercurio, publicada em 8 de novembro, Müller asseverou que “isto vem de alguns vaticanistas. Não há oposição contra o Papa. Isto seria um absurdo absoluto. Os Cardeais estão encarregados de dar sua vida ao Papa. Isto explica tudo”. Por outro lado, salientou o Cardeal Müller, “entre os vaticanistas há muitos tolos. Estão mais interessados em ganhar, com suas especulações, dinheiro, que o bem da Igreja. É minha experiência”. Contudo, a crispação vivida na cúpula da Igreja Católica e as críticas abertas ao Papa Francisco, oriundas da hierarquia da Igreja mas, também, dos fiéis, indicam que, no âmago do catolicismo, vão longe os tempos em que um exultante Papa João Paulo II, acabado de ser eleito, proclamava, a Roma e ao mundo, sua confiança no futuro imediato da cristandade: “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo!”.

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Imagem Papa Francisco bebe chimarrão oferecido por um peregrino Jornada Mundial da Juventude, Rio de Janeiro, 25 de julho de 2013” (Fonte):

http://2.bp.blogspot.com/-MhpGkZE9Ens/UfVf6dWXs9I/AAAAAAAABUk/e-xNiRyQSeA/s1600/papachimarrao.jpg

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Fontes bibliográficas:

[1] O termo VatiLeaks foi criado pelo responsável da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, SJ, em 2012, numa alusão direta aoWikiLeaks, uma organização sem fins lucrativos, com sede na Suécia, fundada em 2006 que, em seus sítios web, divulga, a partir de fontes anônimas, documentos, fotos e informações secretas e reservadas, de governos e empresas. Ver:

Cf. PAUL KREINER, “Seiner Heiligkeit Untreuer Kammerdiener”, Der Tagesspiegel, Berlim, 30.05.2012.

Disponível online:

http://www.tagesspiegel.de/weltspiegel/vatileaks-seiner-heiligkeit-untreuer-kammerdiener/6686532.html

[2] A COSEA foi criada pelo Papa Francisco, por intermédio de um quirógrafo com data de 18 de julho de 2013. Ela tinha, como objetivo, estudar a reforma do Instituto das Obras Religiosas (IOR) sendo constituída, em sua quase totalidade, por leigos.

Os integrantes da COSEA, indicados no documento papal, eram: Dr. Joseph F.X. Zahra (Malta), Presidente; Monsenhor Lucio Angel Vallejo Balda (Secretário da Prefeitura dos Assuntos Econômicos), Secretário; Jean-Baptiste de Franssu (França); Dr. Enrique Llano (Espanha); Dr. Jochen Messemer (Alemanha); Francesca Immacolata Chaouqui (Itália); Jean Videlain-Sevestre (França); George Yeo (Singapura).

PAPA FRANCISCO, Chirografo del Sommo Pontefice Francesco per L’Istituzione di una Pontificia Commissione Referente di Studio e di Indirizzo sull’Organizazione dela Strutura Economico-administrativa dela Santa Sede, Cidade do Estado do Vaticano, 18.07.2013. Ver:

http://w2.vatican.va/content/francesco/it/letters/2013/documents/papa-francesco_20130718_chirografo-commissione-economica.html

Vide, também, ANDREA GAGLIARDUCCI, “La COSEA: Che Cosa Era, Quale è Stato il Suo Lavoro”, Acistampa, Lima, 02.11.2015:

http://www.acistampa.com/story/la-cosea-che-cosa-era-quale-e-stato-il-suo-lavoro-1889

[3] Ver:

GIANLUIGI NUZZI, Via Crucis, Milão, Casa Editrice ChiareLettere, 2015, 321 págs.

[4] Ver:

EMILIANO FITTIPALDI, Avarizia, Milão, Feltrinelli Editore, 2015, 224 págs.

[5] Além de Lucio Ángel Vallejo Balda e Francesca Immacolata Chaouqui – libertada um dia e meio após ter sido detida, por, segundo suas próprias declarações, não estar diretamente vinculada ao vazamento dos documentos secretos –, a Justiça do Vaticano também inquiriu Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi pouco tempo após a publicação de seus livros, e, também, Nicola Maio, integrante da COSEA.

Vide, a este respeito, REDAÇÃO, “‘Brotherhood of Crime’ to Stand Trial for Vatican Leaks”, The Straits Times, Singapura, 21.11.2015.

Disponível online:

http://www.straitstimes.com/world/brotherhood-of-crime-to-stand-trial-for-vatican-leaks

[6] O Instituto para as Obras da Religião (IOR), popularmente conhecido como Banco do Vaticano, foi criado em 1942. Ele se apresenta em sua página web da seguinte maneira: “A missão do IOR o diferencia de qualquer tipo de serviço financeiro comercial. Seu objetivo é servir a missão global da Igreja Católica, protegendo e fazendo crescer o patrimônio de seus clientes, proporcionando-lhes serviços de pagamento especializados em todo o mundo. Para cumprir com esta nobre tarefa que encomendou ao IOR o Santo Padre, o Instituto deve garantir, sempre, produtos e serviços de excelente qualidade, assim como o cumprimento do regulamento financeiro.

Com grande compromisso e dedicação, o IOR segue o seu curso como parte integrante da nova arquitetura financeira e administrativa da Santa Sé/Estado da Cidade do Vaticano. O IOR continuará consolidando seus pontos fortes e proporcionará assessoramento e serviços financeiros às instituições católicas que servem a missão pastoral e evangélica da Igreja a nível mundial”.

Ao erigir, em 2013, a Comissão Pontifícia para o Instituto para as Obras da Religião, o Papa Francisco desejava reformar o IOR, abalado desde o caso do Banco Ambrosiano, nos anos 70/80 do século passado. Envolvido em múltiplos escândalos, o IOR mereceu, do Sumo Pontífice, particular atenção, nomeadamente no que se refere à prática da corrupção em seu seio. Considerada como uma das prioridades do Pontificado de Francisco, a reforma do IOR é, ainda hoje, uma incógnita. Em 28 de julho de 2013, no voo de regresso a Roma, após a Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, o Papa afirmou: “Eu não sei como o IOR vai ficar. Alguns acham melhor que seja um banco, outros que seja um fundo, uma instituição de ajuda. Eu não sei. Eu confio no trabalho das pessoas que estão trabalhando sobre isso. O presidente do IOR permanece, o tesoureiro também, enquanto o diretor e o vice-diretor pediram demissão. Não sei como vai terminar essa história. E isso é bom. Não somos máquinas. Temos de achar o melhor. A característica de, seja o que for, tem de ter transparência e honestidade”.

Ver, também, SANDRO MAGISTER, “At the Helm of the Barque of Peter, in the Storm”, Chiesa, s. l., 12.06.2012.

Disponível online:

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350266?eng=y

Ver, também, FABIANO MAISONNAVE, “Francisco Afasta Brasileiro e Cardeais da Comissão do Banco do Vaticano”, Folha de São Paulo, São Paulo, 15.01.2014.

Disponível online:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/01/1398035-francisco-afasta-brasileiro-e-cardeais-de-comissao-do-banco-do-vaticano.shtml

[7] Ver:

PAPA FRANCISCO, “Meditações Matutinas na Santa Missa Celebrada na Capela da Domus Sanctæ Marthæ”, LOsservatore Romano, Cidade do Estado do Vaticano, n.º 20, 19.05.2013.

Disponível online:

https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/cotidie/2013/documents/papa-francesco_20130519_meditazioni-7.pdf

[8] Os treze autores da carta em que os Cardeais manifestam sua oposição ao Papa são: Carlo Caffarra, Arcebispo de Bolonha, Itália; Thomas C. Collins, Arcebispo de Toronto, Canadá; Timothy M. Dolan, Arcebispo de Nova Iorque, Estados Unidos da América;  Willem J. Eijk, Arcebispo de Utrecht, Holanda; Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; Wilfrid Fox Napier, Arcebispo de Durban, África do Sul; George Pell, Prefeito do Secretariado para a Economia; Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina; Angelo Scola, Arcebispo de Milão, Itália; Jorge L. Urosa Savino, Arcebispo de Caracas, Venezuela. A carta, no texto original, em inglês, pode ser consultada online:http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1351154?eng=y

Na sequência da divulgação pública do documento, Dom Gerhard Ludwig Müller, um dos signatários da missiva confidencial, inquiriu: “Este é um novo Vatileaks. Uma carta particular pertencente ao Papa. Como foi publicada?”.

About J. M. de Barros Dias - Colaborador Voluntário Sênior

É Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto (Portugal) e Doutor em Filosofia pela Universidade de Évora (Portugal). Professor Associado da Universidade de Évora, reside em Curitiba desde início de 2012, onde é Professor na Faculdade São Braz e na Faculdade Inspirar. É autor de doze livros e mais de cem artigos científicos nas áreas da Ética, Filosofia da Educação e Filosofia Social e Política.

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